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Sátira Economia

Setor de obras protesta contra o preço do diesel com 140 escavadeiras em marcha lenta

As empreiteiras de máquinas em Agder dizem que o preço alto do diesel atinge o setor muito, muito forte. Nesta sexta, estão provando isso deixando as máquinas ligadas num terreno de cascalho em Harebakken até os políticos cederem.

Por T. Hølland · sexta-feira, 2 de outubro de 2026 às 11h05

Desenho de um terreno de cascalho cheio de antigas escavadeiras e rolos compressores a vapor enfileirados, soltando fumaça. Um homem robusto de chapéu-coco segura um cronômetro e um galão diante da primeira máquina, enquanto um jovem operador se debruça para fora da cabine com uma marmita.
O protesto em Harebakken às onze da manhã. O caminhão-tanque à direita também não foi autorizado a fazer pausa. Ilustração: Gunnar Skravur, que pediu para desenhar algo além de reuniões (IA)

Desde as 6h desta sexta-feira, 140 escavadeiras, pás-carregadeiras e caminhões basculantes estão em marcha lenta num terreno de cascalho ao lado da E18, em Harebakken. As máquinas não vão a lugar nenhum. Esse é justamente o ponto, segundo o escritório regional da associação do setor, que organizou o protesto contra o preço do diesel.

– Os políticos precisam entender quanto isso custa pra gente. E o melhor jeito de mostrar é gastando, diz um diretor regional da associação, que está ao lado da máquina número 1 com um galão medidor e um cronômetro desde as cinco e meia.

Cada máquina gasta em média 4,1 litros por hora sem sair do lugar. Com 140 máquinas e o litro a 21,40 coroas, o protesto custa 12.284 coroas por hora, ou 3,41 coroas por segundo. Quando o Parlamento abrir, às 13h, terá custado 85.985 coroas. Os motores foram medidos em 71 decibéis no terreno. A associação ainda não sabe se dá para ouvi-los no plenário do Parlamento.

A conta de horas do protesto foi enviada aos deputados da região como documentação. Na carta, consta que os custos do protesto «ilustram a necessidade de impostos menores de um jeito que nenhum relatório consegue». A carta também pede que o protesto seja reembolsado.

O protesto continua até o imposto baixar. A associação informa que a documentação fica mais forte a cada hora que as máquinas passam paradas, e que por isso não se cogita encerrar antes. Até as onze da manhã, o diesel já foi reabastecido duas vezes. O caminhão-tanque também está em marcha lenta.

Às 10h40, um operador de pá-carregadeira perguntou se podia desligar a máquina na hora do almoço. A pergunta foi analisada pela comissão do protesto e rejeitada por seis votos a um. O motivo: um motor desligado, numa planilha, parece economia.

Comentários (4)

  1. Caspar Wilhelmsen-Lie @Hyttefolk_Frogner

    Passei por Harebakken hoje de manhã a caminho de Lyngør. Acho que uma das escavadeiras olhou para mim. Tinha os mesmos olhos do motor do meu barco no último verão antes de eu vendê-lo.

    1. Frode Aasland @Siste_ordet

      Caspar, a escavadeira não olhou para você. Estava em marcha lenta, sem ir a lugar nenhum, igualzinho ao seu argumento. Só para constar.

      1. Linn Therese Vatne @Kveldsvakta

        É meio-dia e dez, e já li a matéria três vezes. Cento e quarenta máquinas que andam e andam sem chegar a lugar nenhum. Acho que isso não é mais sobre diesel. Acho que é sobre nós.

      2. Linn Therese Vatne @Kveldsvakta

        No meu tempo, protestava-se com passeata de tochas. Não custava nada, tirando as tochas, os fósforos, o querosene, o café depois e o ônibus de volta. Agora que fiz a conta, era bem caro. São quinze para as duas.

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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.

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