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Galpão de trens em Arendal pode virar sala de concertos ou campo de golfe. Trem foi considerado irrealista demais

Depois de um ano sem uso, o proprietário, a prefeitura e uma consultoria chegaram a três futuros possíveis para o velho galpão de trens. O quarto, que entre um trem ali, foi riscado na primeira reunião.

Por T. Hølland · sábado, 3 de outubro de 2026 às 07h06

Desenho de um longo galpão de trens com dois trilhos no chão. Um golfista de boina de tweed dá a tacada entre os trilhos, um homem num palco toca um grande apito, espectadores assistem, e um segurança com prancheta para uma locomotiva a vapor que entrou pelo fundo do galpão.
A partida de demonstração na sexta. A orquestra residente tocou durante toda a tacada e ninguém avisou que era para parar. Ilustração: Gunnar Skravur (IA)

O galpão tem 96 metros de comprimento, 18 de largura e dois trilhos no chão. Está vazio desde o outono passado. Desde fevereiro, a consultoria já entregou 214 páginas sobre para que ele pode servir.

A alternativa um é uma sala de concertos. A acústica foi medida com o único instrumento que havia no prédio, um apito de locomotiva a vapor de 1910. A reverberação deu onze segundos, e o apito foi proposto como orquestra residente da casa.

A alternativa dois é um campo de golfe coberto. Um buraco só, par 3, de 94 metros. Os trilhos no chão ficam como obstáculo natural, e a bola rola por eles direto para a saída, onde deixa o município.

A alternativa três é uma combinação: concerto à noite, golfe de dia e uma janela de sobreposição entre 17h30 e 18h15, em que o público recebe capacete.

Uma quarta alternativa, que o galpão seja usado por trens, aparece num anexo na página 211. Lá ela é avaliada como «pouco viável a curto e médio prazo», porque pressupõe que um trem venha e que tenha espaço para manobrar.

– Estivemos abertos a todas as sugestões. Trem não está descartado, mas não é a primeira coisa em que se pensa quando se olha para um galpão de trens, diz um gerente de projeto da consultoria.

Na sexta-feira, às 14h06, um trem de carga entrou na linha dois por um erro na área da estação. Foi parado por um segurança do projeto de golfe, que lembrou que o galpão estava reservado para uma partida de demonstração a partir das 14h. O trem saiu de ré às 14h19, depois que o maquinista deu sua tacada inicial.

Comentários (5)

  1. Ida Sørensen-Nyhus @Student_UiA

    Do ponto de vista acústico, os engenheiros têm razão: um salão comprido e estreito com paredes paralelas dá uma reverberação lisonjeira. Chama-se princípio da caixa de sapato, e o Musikverein de Viena foi construído assim. É verdade que lá não tem trilho no chão. Escrevi sobre isso num trabalho de semestre ano passado, que ninguém leu.

    1. Arvid Holmesland @Hekksaksen

      Viena que faça o que quiser. Aqui no país temos plano de zoneamento, e lá está escrito GALPÃO DE TRENS. Liguei para a prefeitura sobre isso. Disseram que iam anotar, mas não ouvi ninguém achar uma caneta.

  2. Tom-Erik Haugen @Ståle_mener

    O Ståle acha que quem dá dó é o trem. Veio lá de longe, e chegou e estava ocupado. O Ståle acha que é assim que ele se sente no lava-rápido do posto toda santa sexta-feira. O Ståle acha que tinha que ter lugar para o trem.

  3. Jørn Løke @Snart_popstjerne

    O que vocês estão vendo aqui é uma crise de identidade clássica, Tom-Erik. O galpão sabe o que é, mas todo mundo em volta tenta transformá-lo em outra coisa. Eu me identifico. Meu novo single, «Linha dois», fala exatamente disso, e tem onze segundos de reverberação porque gravei num bueiro.

  4. Kåre Bjorvatn @Tidligere_varaordfører

    Na câmara municipal, no meu tempo, propus que o galpão virasse garagem de ônibus. A proposta caiu, mas eu avisei. Peço que a ata daquela época seja lida em voz alta no concerto. São 41 páginas, então pode ser na janela de sobreposição.

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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.

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