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Sátira Esporte

ØIF estuda perder em casa pelo resto da temporada depois da noite milionária

O ØIF Arendal perdeu a batalha pelo Sørlandet contra Kristiansand no domingo, mas faturou quase um milhão de coroas. Na segunda, o responsável por preocupações do clube apresentou os números, e agora a preocupação é que o time comece a ganhar.

Por Rune «Rune» Aas · segunda-feira, 5 de outubro de 2026 às 13h08

Um ginásio de handebol lotado visto da lanchonete. Um senhor de cachimbo e garrafa térmica, ao lado de um livro-caixa, aponta satisfeito para um quadro com o placar 8–14 e uma linha caindo acima de uma linha subindo, com café e salsicha. Ao lado, três rapazes olham preocupados para a quadra, enquanto uma mulher compra café.
O melhor quarto de hora da lanchonete no domingo. O time perdia por seis gols, e o cachorro-quente acabou pouco antes do intervalo. Ilustração: Gunnar Skravur (IA)

O ginásio estava lotado no domingo quando o ØIF Arendal, o time de handebol da cidade, recebeu Kristiansand no jogo anunciado como a batalha pelo Sørlandet, o sul da Noruega. Arendal perdeu. Mesmo assim, o clube faturou quase um milhão de coroas, e na segunda de manhã o balanço da noite estava na mesa da diretoria, em três vias e com código de cores.

Quem montou foi o responsável por preocupações do clube, um contador aposentado de Hisøy contratado na semana passada porque o capitão se recusou a se preocupar por conta própria. Ele anotou as vendas da lanchonete minuto a minuto e colocou tudo por cima do placar.

As curvas são iguais. Cada vez que Kristiansand marcava, subia a venda de café e cachorro-quente. Com quatro gols de desvantagem, a fila ia até o corredor. Quando Arendal diminuiu para dois no segundo tempo, a lanchonete ficou parada por onze minutos.

– O povo come quando está nervoso. Quando a gente está ganhando, eles só ficam sentados vendo handebol. É simpático, mas não paga a luz do ginásio, diz o contador.

A diretoria fez uma reunião extraordinária no domingo à noite e aprovou «examinar todas as possibilidades de aumento de receita». O diretor-geral não quis dizer se isso significa que o time vai perder de propósito.

– Somos um clube esportivo e entramos em todo jogo para ganhar. Ao mesmo tempo, vimos os números. Não dá para ignorar os números, diz ele.

O capitão continua não estando preocupado. Ele diz que o time vai buscar a vitória contra todo mundo, e que, se é isso que a diretoria quer, ela que converse com quem é bom em perder. Ninguém respondeu quem seria.

O contador já fez o orçamento para o resto da temporada com três cenários: derrota, derrota feia e vitória. O último aparece em «riscos», em letra vermelha e com uma seta apontando para a lanchonete.

Kristiansand, que ganhou, mandou na segunda uma fatura de um terço da receita da lanchonete. O título é «Entretenimento, entregue».

Comentários (2)

  1. Roy-Arild Salvesen

    Eu estava lá. Nos onze minutos em que Arendal reagiu, fiquei parado na lanchonete com a nota de cinquenta, e ninguém quis pegar porque todo mundo estava vendo o jogo. Chorei, mas foi mais pelo cachorro-quente.

    ELETROQUÍMICA [Médio: Sucesso]

    Onze minutos sem cachorro-quente. Onze. É disso que eles querem que você esqueça. Na próxima, compra dois adiantado, um para cada gol.

  2. Frode Aasland

    O capitão devia pensar duas vezes. Ninguém nesta cidade ganhou nada sem que isso custasse caro. Ele pode até ganhar, mas aí vai pagar o cachorro-quente da arquibancada do próprio bolso. Só para constar.

    LEI DE JANTE [Médio: Falha]

    Quem ele pensa que é, esse capitão, querendo ganhar? Ninguém nesta cidade ganhou nada sem pagar por isso.

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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.

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