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Sátira Esporte

ØIF contrata responsável pela preocupação porque o capitão se recusa

O ØIF Arendal não vence em casa há três tentativas, e no domingo chega Kristiansand. O capitão não está preocupado, então o clube teve que trazer alguém que esteja.

Por Rune «Rune» Aas · sábado, 3 de outubro de 2026 às 23h05

Desenho de um homem alto e magro, de testa alta e mangas arregaçadas, sentado sozinho numa arquibancada quase vazia com prancheta e garrafa térmica, tapando a boca com a mão, enquanto quatro jogadores de handebol de camisa listrada riem na quadra – um com a mão no bolso, um de barba preta e cachimbo, um de cabelo cacheado – e o quarto está deitado relaxado no chão com as mãos atrás da cabeça.
Treino de sábado. O responsável pela preocupação já preencheu o formulário dos dois tempos, e o do capitão. Ilustração: Gunnar Skravur (IA)

O ØIF Arendal, o time de handebol da cidade, não vence um jogo em casa há três tentativas, e no domingo Kristiansand vem para o que foi anunciado ao mesmo tempo como o Jogo do Povo e a Batalha do Sul. O capitão não está preocupado. Ele disse isso à imprensa, ao vestiário e, segundo o clube, ao espelho do chuveiro toda manhã desde setembro.

Isso abriu um buraco na organização.

– Alguém num clube de handebol precisa se preocupar. O capitão deixou claro que não vai ser ele, e os técnicos já têm o bastante, diz o diretor-geral, que na quinta-feira abriu uma vaga em tempo integral de responsável pela preocupação.

A vaga exige experiência em olhar o placar por entre os dedos, bom conhecimento da tabela e capacidade de suspirar de forma audível num ginásio lotado. Há bônus por derrota. O clube recebeu 41 candidatos. A vaga ficou com um auditor aposentado de Hisøy, o único que ligou de volta para perguntar se eles estavam falando sério.

Ele começou na sexta-feira e, antes do almoço, já tinha se preocupado com a sequência em casa, a ventilação do ginásio, o estacionamento dos ônibus da torcida visitante e se a Batalha do Sul pode ser perdida no gol fora de casa caso Kristiansand tenha mais Sul do que Arendal.

– É muito bom para o grupo. Agora a gente pode focar no handebol, e ele cuida do resto, diz o capitão, que depois do treino de sábado também avisou que não está preocupado com o responsável pela preocupação.

O Agderpesten esteve no treino de sábado e pode confirmar que o clima nunca esteve melhor. Houve risadas no vestiário, chutes a gol e suspiros na arquibancada, onde o auditor estava sentado sozinho com um formulário próprio e uma garrafa térmica.

Kristiansand, segundo fontes no centro, a Kvadraturen, respondeu contratando dois, um para cada tempo.

O responsável pela preocupação tem contrato até o fim da temporada, seja qual for o resultado. Ele já começou a se preocupar com o que acontece se a tendência virar no domingo e o time não estiver preparado para vencer em casa.

Comentários (3)

  1. Marit Holte

    Bônus por derrota depois de três derrotas em casa é um contrato caro para assinar em outubro. Eu alugo casas nas mesmas condições: o hóspede paga taxa extra quando chove. Foi o meu melhor ano.

    CAÇADOR DE PREÇOS [Fácil: Sucesso]

    Bônus por derrota, e já são três derrotas em casa. São três bônus antes mesmo de ele sentar – converta isso em coroas por suspiro.

  2. Svein Ragnar Kile

    Fiz umas contas. A térmica aguenta seis horas, o jogo dura uma. Ou seja, o clube paga por cinco horas de preocupação que nunca são usadas. Com uma térmica de carro elétrico de verdade, ele teria autonomia até para o jogo fora de casa.

    CAÇADOR DE PREÇOS [Desafiador: Falha]

    Uma garrafa térmica mantém o café quente por seis horas. O jogo dura uma. Cinco horas de calor desperdiçadas, e ninguém fala disso.

  3. Emma Haugland

    mãe eu sei que você se candidatou. você se candidatou três vezes com nomes do meio diferentes. você não vai conseguir a vaga. para

    PERCEPÇÃO [Impossível: Sucesso crítico]

    Repare no número: 41 candidatos. Sua mãe é três deles.

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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.

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