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Vegårshei traz de volta as férias da batata, com batatas do mercado

As férias de outono já se chamaram férias da batata, porque as crianças tinham que ajudar na colheita. Em Vegårshei, vão voltar a ser isso, mas as batatas foram colhidas em agosto, então a associação do vilarejo enterrou 400 quilos de volta.

Por Aslaug Tjønn · sábado, 3 de outubro de 2026 às 11h05

Desenho de crianças com roupas antigas desenterrando batatas em fileiras retas e colocando-as em baldes. Um menino em primeiro plano segura uma batata e parece desconfiado. Na beira da lavoura, dois homens com pás e uma mulher com um saco vazio. Uma pequena venda ao fundo.
A colheita em Ubergsmoen, sábado de manhã. A associação, ao fundo, já começou a planejar a colheita de domingo. Ilustração: Gunnar Skravur (IA)

Foi na assembleia anual da associação do vilarejo, na primavera, que alguém perguntou para que servem, afinal, as férias de outono. Ninguém em Myra soube responder, e então ficou decidido que elas voltariam a servir para o que serviam antes: colher batatas.

O problema apareceu em agosto, quando as lavouras foram colhidas como sempre, por adultos de trator. A associação comprou então 400 quilos de batata no mercado, com preço de sócio, e na quinta à noite elas foram plantadas de novo num campo perto de Ubergsmoen, três batatas por metro, em fileiras retinhas.

– Na cidade eles têm férias de outono para fugir dela. Aqui a gente tem para alguma coisa, diz uma mulher no caixa do mercado, que vendeu as batatas e agora está ansiosa para revê-las.

Sábado às nove da manhã, 23 crianças da escola apareceram com baldes. Às nove e dez, a lavoura estava vazia.

– A gente achou na hora. Estavam todas na mesma profundidade, e algumas ainda tinham código de barras, conta um menino do quinto ano, que acha que as férias estão boas até agora, mas curtas.

A associação levou o assunto muito a sério. As batatas foram recolhidas, lavadas e plantadas de novo para domingo, desta vez um pouco mais fundo e tudo bagunçado, «para ficar mais autêntico». Novas colheitas estão marcadas para segunda, quarta e sexta. Segundo um dos membros da diretoria, as mesmas batatas terão sido colhidas cinco vezes em uma semana, o que a associação acredita ser recorde em Agder, sem ter verificado.

A prefeitura enviou um plano para férias de outono significativas, recomendando que as crianças também experimentem plantar as batatas. A associação recusou. Isso é o que os adultos fazem de madrugada.

Quando as férias acabarem, o mercado recebe as batatas de volta. Elas serão vendidas como «colhidas à mão por crianças de Vegårshei», pelo dobro do preço. A associação já reservou o lote inteiro para o próximo outono.

Comentários (2)

  1. Abdirahman Warsame @Født_i_Arendal

    Eu cresci em Myra, e lá nunca teve batata na terra, só garagem e uma carreta de barco. O que vocês estão aprontando, isso se resolve.

    1. Terje Moland @Faktasjekkern

      Abdirahman, a matéria é sobre Myra em Vegårshei, não Myra em Arendal. Além disso, fiz as contas: 400 quilos colhidos cinco vezes dá 2000 quilos, o que faz de Vegårshei a maior produtora de batata de Agder. Não está certo, mas não acho o erro.

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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.

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