Sátira Esporte
Øyestad comemora vaga na liga, seja lá como ela se chame amanhã
Os rapazes do handebol de Øyestad estão garantidos na liga nacional que mudou de nome desde a última vez. O clube não quer arriscar e começou a escrever «antigo» em tudo.
Os rapazes do handebol de Øyestad, um bairro de Arendal, puderam comemorar no domingo, no ginásio de Nedenes, uma vaga na liga nacional. Qual liga, o clube não diz até alguém ligar para a federação, porque já aconteceu de a liga mudar de nome enquanto o time estava no chuveiro.
– Nós nos classificamos para uma liga, comemoramos em outra e vamos jogar numa terceira. É a mesma liga o tempo todo, mas ninguém consegue provar, diz um dirigente do time, que levou três pastas diferentes ao ginásio neste fim de semana.
A liga leva o nome de um patrocinador, e os patrocinadores têm a mania de ser comprados, fundidos ou ganhar logo novo antes de a estampa das camisas secar. Por isso o clube encomendou uma faixa nova para a parede do ginásio com o texto «Liga nacional (antiga …)». O resto ficou em branco, e a gráfica recebeu ordem de reservar espaço.
E não parou por aí. No domingo à noite havia plaquinhas novas pela sede inteira: «Lanchonete (antiga lanchonete)», «Vestiário 2 (antigo vestiário 2)» e, em cima da porta da sala de reuniões, «Diretoria (antiga diretoria)».
– Não mudamos o nome de absolutamente nada. Mas aprendemos que é mais seguro escrever «antigo» antes que alguém faça isso por nós, diz o dirigente.
Um porta-voz da federação confirma que a liga tem um nome hoje, e que, ao que tudo indica, ele vale pelo menos até quarta-feira.
Os jogadores encaram tudo com muita calma. O capitão foi carregado pelo ginásio depois do último jogo, com uma camisa em que o logo do patrocinador já estava coberto com fita e um papelzinho escrito «(antigo)».
Lillesand, a cidade vizinha, esteve no mesmo ginásio neste fim de semana lutando por um acesso histórico. Os dirigentes de lá pediram antes o nome da liga por escrito. Receberam, a lápis.
O primeiro jogo da liga é depois do Ano-Novo. Até lá, pelas contas do dirigente, a liga terá mudado de nome mais duas vezes, e Øyestad terá subido de divisão quatro vezes sem jogar uma única partida. O clube pediu à federação para contar todas.
A matéria te fez rir, ou pelo menos sorrir? Aperte a caveira.
Anotado. O editor-chefe chama isso de um avanço para toda a região.
Comentários (4)

Emma Haugland
minha mãe vai ficar na lanchonete (antiga lanchonete) as férias inteiras e disse que eu vou ajudar. meu plano é comer o estoque todo no primeiro dia pra não ter nada pra vender. mãe para.
ELETROQUÍMICA [Médio: Falha]
Agora tem uma plaquinha escrito «lanchonete», e atrás da plaquinha tem pão doce. Ninguém conta os pães nas férias de outono. Vai lá.

Halvor Jortveit
Lillesand pediu por escrito e recebeu a lápis. Foi esperto. Nós também recebemos o resultado por escrito em 1962. A caneta, infelizmente, então continua lá.
RADAR DE FORASTEIRO [Trivial: Sucesso]
Lillesand, num ginásio em Arendal, com o nome da liga a lápis. Pergunte quem segurava o lápis. Pergunte de onde veio a borracha.

Kjetil Rørvik
O Halvor tem razão. É igual com as linhas de ônibus. Uma linha que eu pego todo dia mudou de número quatro vezes sem andar um metro diferente. Tenho todas as tabelas, a maioria a lápis, pelo mesmo motivo.
LÓGICA [Trivial: Sucesso]
Logo: lápis se apaga. Portanto: a liga pode ter qualquer nome até quarta-feira. Consequentemente: Lillesand é o único time no ginásio que está preparado.

Arnold Bergsland
O nome da liga é acertado entre a federação e o patrocinador e normalmente vale a temporada inteira. Não muda às quartas-feiras. Dito isso, acho que vale investigar por que Lillesand sabia que precisava pedir por escrito. Enviei um pedido de acesso à informação para a prefeitura de Lillesand.
RADAR DE FORASTEIRO [Lendário: Falha]
Lillesand. A lápis. Por que eles iam querer por escrito, se não fossem de fora e soubessem algo que o resto do ginásio não sabe?
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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.
