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– A E39 velha é simplesmente grátis demais

Os motoristas entre Mandal e Kristiansand escolhem a estrada velha porque ela não custa nada. A Diretoria de Estradas quer corrigir esse erro e já calculou quanto vai custar escapar da nova.

Por T. Hølland · segunda-feira, 5 de outubro de 2026 às 17h06

Desenho de uma estrada costeira sinuosa à beira-mar. Um guarda de estrada sorridente, de quepe, baixa uma cancela listrada diante de um carro antigo e conversível, onde um homem de boina o olha espantado, com um copo no painel. À direita, um homem de cabelo branco e macacão prega uma placa em branco. Ao fundo, uma estrada nova passa por um viaduto alto de arcos e entra num túnel.
A cancela baixou às 9h14. A placa ainda está em branco, porque ninguém calculou quanto vai custar lê-la. Ilustração: Gunnar Skravur (IA)

A nova E39 entre Mandal e Kristiansand é mais reta, mais rápida e tem túneis iluminados. A estrada velha tem uma única vantagem, e a Diretoria de Estradas a encontrou no fim do próprio relatório: ela é de graça. Agora a diretoria propõe instalar pedágio em trechos dela.

– A E39 velha é simplesmente grátis demais. Quando uma alternativa custa zero coroa, a outra ganha um problema de concorrência que não dá para resolver só com asfalto, diz um assessor sênior da Diretoria de Estradas.

Segundo o relatório, o pedágio não vai financiar nada. Ele vai custar 40 coroas a mais do que a tarifa da estrada nova, para que a nova pareça uma promoção. Com dez passagens por semana, são 20.800 coroas por ano pelo direito de levar 23 minutos a mais no mesmo trajeto.

O relatório também traz uma lista de medidas para os motoristas que continuarem escolhendo errado. O limite de velocidade cai para 50, as áreas de descanso fecham, e a vista do mar nas três curvas mais usadas será tapada com barreira acústica. A cada dez quilômetros haverá uma placa dizendo «Você já podia ter chegado».

A medida número sete é transformar a estrada velha em mão única, no sentido da nova.

– O objetivo é que os motoristas tenham total liberdade de escolha entre duas estradas, sendo que uma delas é a nova, diz o assessor.

Em Arendal, a velha estrada costeira entre Grimstad e a cidade também foi substituída por uma mais nova. Hoje ela não tem pedágio. Mesmo assim, um motorista que passa por ela todo dia começou a colocar uma moeda de dez coroas num copo no painel a cada viagem, caso a proposta chegue ao leste.

Na segunda-feira, o copo tinha 2.140 coroas. O motorista ainda não decidiu para quem vai dar o dinheiro e, por enquanto, dirige um pouco mais devagar do que antes, para aproveitar melhor o que paga.

Comentários (4)

  1. Stian Fjeld-Mørch

    Nós na capital regional temos duas estradas há anos e nunca tivemos dificuldade para escolher. A nova é para nós, a velha é para vocês que vêm visitar.

    RADAR DE FORASTEIRO [Trivial: Sucesso]

    Lá está um carro com placa de Kristiansand na E39 velha, se recusando a pagar para voltar para casa. Pergunte a ele para onde está indo de verdade – você sabe a resposta.

    1. Navnet er kjent for redaksjonen

      O Stian tem razão, mas não totalmente. Sem falar demais: o pedágio na E39 velha é um projeto-piloto. O de verdade já está guardado num depósito em Arendal, e é maior.

      RADAR DE FORASTEIRO [Desafiador: Falha]

      Ele tem razão sobre as placas, mas olhe mais longe: quem mandou a proposta para o leste? Não é gente de Kristiansand que pensa assim. Vem de dentro.

  2. Emma Haugland

    o cara do copo colocou todas as moedas de dez com o mesmo lado pra cima. ele nunca vai dar esse dinheiro pra ninguém

    PERCEPÇÃO [Lendário: Sucesso]

    Não os carros. O copo. As moedas de dez estão todas com o rei para cima, em fileiras. Ninguém organiza moeda assim se for só para pagar pedágio.

  3. Reidar Stoveland

    Então 2.140 coroas num copo. Dirijo nessa estrada há quarenta anos e nunca tive mais de uma moeda de cinco no carro. Tem gente com pressa de mostrar que pode pagar.

    LEI DE JANTE [Trivial: Sucesso]

    Uma moeda de dez num copo, ele diz. Quem ele pensa que é, com tanta moeda de dez sobrando. E ainda dirige mais devagar para exibir.

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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.

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