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Sátira Economia

Os pontos de encontro de Arendal vão ganhar um ponto de encontro só deles

Mais uma loja abre no centro de Arendal com a meta de ser um ponto de encontro. É o 43º da cidade este ano, e agora os outros pontos de encontro pediram à prefeitura um lugar onde possam se encontrar.

Por Torunn Vik-Hansen · terça-feira, 6 de outubro de 2026 às 07h13

Uma loja apertada, cheia de gente segurando placas em forma de seta, cada uma apontando para um lado – um garçom com bule de café, uma lavadeira com cesto, um livreiro com livros. Um homem de cachecol em cima de uma cadeira faz anotações, e do lado de fora da vitrine uma mulher com um cacto e um homem de chapéu-coco passam um pelo outro.
A primeira reunião no ponto de encontro dos pontos de encontro. A próxima já foi transferida para outro ponto de encontro. Ilustração: Gunnar Skravur (IA)

Na sexta, um novo conceito abre as portas na Peder Thomassons gate com uma ambição que virou padrão no centro: não basta ser uma loja, tem que ser um ponto de encontro. Segundo o levantamento da própria associação comercial, é o 43º ponto de encontro da cidade desde o Ano-Novo, e o sexto no mesmo quarteirão.

Isso criou um novo problema. Com 43 pontos de encontro e 43 horários de funcionamento diferentes, os moradores não dão mais conta de se encontrar em todos. Um homem abordado na Langbryggen foi a quatro pontos de encontro esta semana e cruzou com os mesmos dois vizinhos em todos, o último numa floricultura onde os três fingiram que iam comprar um cacto.

– A gente se encontra muito, mas se encontra ralo, diz ele.

A solução é um ponto de encontro comum para os pontos de encontro. Gerentes dos cafés, das lojas-conceito, da livraria e de uma lavanderia que recentemente virou «comunidade social de lavanderia» pediram à prefeitura um espaço onde possam se reunir e dividir quem vai se encontrar onde. É, na visão deste jornal, um ganha-ganha perfeito: os pontos de encontro ganham um ponto de encontro, e os moradores se veem um pouco menos.

A secretária de desenvolvimento econômico de Arendal é a favor, mas quer um esclarecimento antes. – Precisamos saber se o ponto de encontro dos pontos de encontro também vai ser aberto ao público. Se for, é só mais um ponto de encontro, e voltamos à estaca zero, diz a secretária.

Olav Knekke, que toca a loja de esportes no centro, diz que foi o primeiro. – Sem problema. Na minha loja o pessoal se encontra perto da prateleira de tênis há anos, e ninguém sai antes de comprar meias. É o que eu chamo de ponto de encontro com caixa registradora, diz ele.

O pedido será analisado pelo conselho executivo da prefeitura em novembro. Por falta de espaço, a reunião acontece na loja nova, que disse estar feliz porque finalmente vai aparecer gente.

Comentários (2)

  1. Olav Knekke

    Eu sei quem são os dois vizinhos. Passaram na prateleira de tênis três vezes esta semana e compraram uma meia de cada vez. Sem problema, mas agora pendurei uma placa: «Ponto de encontro – compra mínima duas meias.»

    MEIA-LUZ [Fácil: Sucesso]

    Os mesmos dois. Em todo lugar. Estão vindo. Estão vindo para a prateleira de tênis.

  2. Kai Robert Tønnessen

    43 pontos de encontro, e nenhum me convidou. Estou parado na Peder Thomassons gate desde as oito e meia e ninguém veio me encontrar. Exijo um pedido de desculpas da redação, da associação comercial e do cacto.

    DRAMA [Médio: Sucesso]

    (Ele vai até a boca de cena.) Ninguém te convidou, meu senhor. Quarenta e três pontos de encontro, e nem um cartão na caixa de correio. Este é o seu monólogo.

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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.

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