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O novo ônibus noturno para Tromøy quer saber quando você vai embora do jantar

Quem mora em Tromøy agora pode pegar o ônibus para casa saindo do centro mais tarde. O horário precisa ser reservado, e o formulário pergunta quantas vezes você pretende dizer «agora eu preciso mesmo ir».

Por T. Hølland · terça-feira, 6 de outubro de 2026 às 19h06

Desenho de um hall de entrada à noite. Um homem magro de sobretudo e chapéu-coco segura os sapatos numa mão e levanta a outra em despedida. Na frente dele conversam uma figura idosa e barbuda de xale, um anfitrião sorridente com um bule de café e um rapaz de colete com uma flor na lapela. Pela porta aberta espera um ônibus com os faróis acesos, e o motorista apoia o queixo na mão.
Tyholmen, segunda, 23h43. O convidado disse pela terceira vez que precisa ir. O motorista tinha calculado 3,4. Ilustração: Gunnar Skravur (IA)

O novo horário sai do terminal de ônibus de Arendal às 23h40 e chega à igreja de Tromøy 24 minutos depois. São 2 horas e 5 minutos depois do antigo último ônibus. A viagem precisa ser reservada até as 15h do mesmo dia, num formulário com onze perguntas.

A pergunta quatro diz: «Quantas vezes você pretende dizer 'agora eu preciso mesmo ir' antes de ir?» Os estudos de tempo da empresa de transporte coletivo, feitos em salas de estar do centro, mostram que um convidado de Tromøy diz a frase em média 3,4 vezes, com 11 minutos entre cada uma. Por isso o ônibus espera 37 minutos no ponto depois do horário informado, com o motor desligado.

A pergunta sete é «Vai ter cafezinho no final?». Se você responder sim, a reserva é adiada em 25 minutos. Se responder «vamos ver», conta como sim, e a reserva é adiada em 40.

– Nunca tivemos problema em sair quando as pessoas vão embora. O problema é que as pessoas vão embora três vezes, diz um consultor de linhas da empresa. – Agora a gente sai depois da última.

A primeira semana é de férias escolares de outono. Na segunda-feira chegou uma reserva. O passageiro informou 22h, três vezes «agora preciso ir» e café sim. O ônibus saiu do terminal às 23h40 e buscou o passageiro num hall de entrada em Tyholmen às 23h43, de jaqueta vestida e sapatos na mão, enquanto o anfitrião contava sobre uma casa de veraneio em Lyngør.

A partir de novembro, o anfitrião também terá que preencher a parte dele do formulário, com assinatura, e declarar se pretende começar a encher a lava-louças. Anfitriões que responderem não ganham a opção de um horário próprio às 0h55.

Por enquanto, o sistema vale só para Tromøy. A empresa também estudou Hisøy, mas lá os convidados nunca dizem que precisam ir. Eles simplesmente vão, e isso não deu para colocar numa tabela de horários.

Comentários (4)

  1. Rolf Egil Syvertsen

    Aqui em Alfaz del Pi ninguém diz que precisa ir. O jantar começa às dez e termina quando clareia. O ônibus passa quando passa, e faz 27 graus no ponto.

    RADAR DE FORASTEIRO [Fácil: Sucesso]

    A alfândega registrou um viajante de Tromøy que diz que vai embora e fica parado. Pergunta para onde ele vai, afinal, e se tem algo a declarar.

    1. Rolf Egil Syvertsen

      Lembrei agora que eu disse «agora eu preciso mesmo ir» na festa de despedida em 2011. Três vezes. Depois peguei o avião. Pelo jeito ainda é a minha vez de ir para casa daquele jantar.

      RADAR DE FORASTEIRO [Desafiador: Sucesso crítico]

      Seu passaporte, Rolf Egil. Data de saída: 2011. Últimas palavras conhecidas no portão: «agora eu preciso mesmo ir». O fiscal conferiu, e confere.

      1. Frøydis Aasland

        Quinze anos numa despedida não é recorde, Rolf Egil. O sogro da minha irmã continua parado num corredor em Bjelland. Só para constar.

        LEI DE JANTE [Fácil: Sucesso]

        Ele se acha porque foi embora. Quem ele pensa que é, alguém que disse «agora preciso ir» e foi mesmo? Ninguém mais em Tromøy conseguiu isso.

  2. Anonym

    Já esperei naquele ponto perto da igreja depois de escurecer. Tinha alguém atrás do abrigo o tempo todo. Era uma ovelha, no fim. Continuo pegando o ônibus das 21h35.

    MEIA-LUZ [Trivial: Sucesso]

    Escuro. Ponto de ônibus. Vinte e três e quarenta. Já tem alguma coisa lá. Não olhe para trás.

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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.

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