Sátira Esporte
Tesoureiros do futebol de Østre Agder dividem dinheiro do banco nos pênaltis
Um banco está distribuindo 24 milhões de coroas para times de futebol do país inteiro, e 780 mil vêm para os clubes daqui. A carta não dizia como dividir. Os tesoureiros se encontraram na quarta à noite para resolver no gramado sintético.
O jogo começou às seis, na chuva, no gramado sintético de Myra. As férias de outono pesaram na escalação: dos onze clubes, sete mandaram o tesoureiro, três o vice-presidente e um mandou o roupeiro, que tinha as chaves e por isso foi contado como a diretoria inteira.
O dinheiro estava num envelope pardo no meio de campo. O primeiro tempo foi gasto lendo o estatuto em voz alta e terminou 0 a 0. O tesoureiro de um clube de Froland pediu tempo aos vinte minutos para lançar os primeiros vinte minutos na contabilidade.
Uma cobrança a cada 10 mil coroas
A disputa de pênaltis começou aos 61 minutos. Cada tesoureiro tinha direito a uma cobrança por 10 mil coroas do bolo. No gol estava um auditor de Tvedestrand, emprestado por ser o único da região que com certeza fica completamente parado.
– Sou tesoureiro há 23 anos. Nunca chutei a gol, mas já vi muito dinheiro ir pra fora, disse o tesoureiro do clube de Grimstad, que fez quatro de cinco e exigiu recibo de cada um.
Os times de Arendal começaram com tudo, mas se enfrentaram na terceira rodada e se eliminaram, como de costume. O clube de Åmli não marcou nenhum, mas levou 40 mil coroas de prêmio fair play e reembolso de quilometragem.
Depois de 78 pênaltis o envelope estava vazio, tirando 50 centavos. Os tesoureiros concordaram em depositá-los de volta no banco, que confirmou que serão distribuídos no próximo outono.
A editoria de esportes acompanhou a noite inteira da arquibancada e não se inscreveu para nada. Não temos time. Fizemos as contas, e perderíamos para o auditor.
A matéria te fez rir, ou pelo menos sorrir? Aperte a caveira.
Anotado. O editor-chefe chama isso de um avanço para toda a região.
Comentários (4)

Halvor Jortveit
Quatro de cinco para Grimstad, e o goleiro era de Tvedestrand. Eu conferi. Faz 64 anos que eu não confiava num resultado no gelo ou na grama de Østre Agder.
RADAR DE FORASTEIRO [Fácil: Sucesso]
Quem estava no gol? Tvedestrand. Nem Arendal, nem Kristiansand. Confira os documentos dele mesmo assim – você espera por um goleiro neutro desde que correu a terceira perna do revezamento.

Randi Marie
Halvor, o auditor não fica tão parado assim, ele também foi goleiro de Tvedestrand em 1971 e tomou três debaixo de neve molhada. O pai dele tinha o posto de gasolina em Songe. Hoje ele mora na casa amarela perto da igreja e joga bridge às segundas.
ENCICLOPÉDIA [Trivial: Sucesso]
Na verdade, aquele auditor também foi goleiro de Tvedestrand em 1971, no saibro, e tomou três debaixo de neve molhada. É um fato a mais do que o Halvor perguntou. Fala.

Gerd Aanonsen
Meu sobrinho é vice-presidente de um dos clubes de Arendal e foi no lugar do tesoureiro, que estava na cabana. Ele chutou todos os sete pra fora, mas é parente do tesoureiro de Froland pelo lado da mãe, e pelas minhas contas isso dá pelo menos dez por cento do bolo.
CAÇADOR DE PREÇOS [Impossível: Falha]
Uma tentativa a cada dez mil. 780 mil dividido por dez mil dá 78 – e dez por cento disso é parentesco. Os números dizem que família conta.

Tor Egil Knutsen
Quem estava perto da sede do clube em Myra hoje à noite? Eu vi uma lanterna. Era gente do Jerv, tenho certeza. Eles estão atrás da moeda de 50 centavos. Vou ficar de guarda na frente do banco amanhã a partir das sete.
MEIA-LUZ [Formidável: Falha]
Escuro em Myra. Chuva. Um envelope pardo no meio de campo. Tem alguém atrás do gol. Olha por cima do ombro. Agora.
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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.
