Sátira Opinião
Ninguém deveria dirigir carro de noiva sem antes treinar os braços
Um dono de carro teve que dar aulas de direção ao sobrinho antes de deixá-lo levar o carro da noiva, um modelo 1970 de 52 cavalos que não se dirige com uma mão só. Olav Knekke acha que está na hora de levar a sério a direção de carro de noiva, e montou um programa.
O Agderposten conta neste fim de semana sobre um dono de carro que precisou dar umas aulas de direção ao sobrinho antes que ele pudesse dirigir o carro da noiva. O carro é de 1970, tem 52 cavalos e exige força nos braços e planejamento. Li a matéria duas vezes. Depois fui destrancar o estoque.
Porque isso não é um carro. É um centro esportivo sobre quatro rodas. Ontem à noite medi com uma balança de banheiro e um banquinho de cozinha, e uma volta no volante de um carro desses equivale a três flexões. Sair de ré do pátio da igreja são 41 voltas. É uma meia maratona para os bíceps, e ninguém se alinha na largada de uma meia maratona sem ter treinado.
Doze semanas até o sim
Por isso lanço hoje o programa do carro de noiva: doze semanas, três sessões por semana, periodizado até a data do casamento. Da semana um à quatro, treino de base com volante. Da cinco à oito, força específica: só o braço esquerdo, enquanto o direito segura firme o buquê. Nas últimas quatro semanas fazemos tiros nas rotatórias de Stoa com um bolo de casamento de três andares no banco de trás. Ele tem que chegar sem que o marzipã perceba nada.
A loja já parafusou um volante de 1970 na porta de entrada. A porta abre girando duas voltas e meia para a esquerda. A partir de hoje, todos os meus clientes treinam, queiram ou não. No sábado um aposentado entrou para comprar cadarço e saiu com recorde pessoal.
Isso não é um carro. É um centro esportivo sobre quatro rodas.
O pacote custa 2.490 coroas e traz halteres, luvas de couro para dirigir, um relógio que conta voltas no volante e um diploma para pendurar no retrovisor. Os padrinhos ganham uma versão mais leve por 390 coroas. Eles só precisam fazer o discurso, e esse dá para segurar com uma mão.
Também pedi à prefeitura que reconheça a direção de carro de noiva como esporte, para conseguirmos horário no ginásio às terças à noite. A resposta foi que um esporte precisa de assembleia, diretoria e no mínimo dez sócios. Por enquanto somos dois: eu e a porta. Vamos ser dez antes da temporada de casamentos, não tem problema nenhum.
A matéria te fez rir, ou pelo menos sorrir? Aperte a caveira.
Anotado. O editor-chefe chama isso de um avanço para toda a região.
Comentários (6)

Måka
Uma porta que precisa de duas voltas e meia para abrir significa que todo mundo que sai fica parado cinco segundos com a comida na mão. A partir de amanhã fico no telhado em cima da entrada.
ELETROQUÍMICA [Trivial: Sucesso]
A porta ficou lenta. Duas voltas e meia. Quem fica preso nela não tem mão livre para a comida. Pensa nisso.

Emma Haugland
já entrei e saí da loja quatro vezes pra merecer um refri. o olav diz que eu tenho que comprar alguma coisa se quiser continuar. a gaivota diz que vai ficar no telhado. mãe não comenta isso
ELETROQUÍMICA [Trivial: Falha]
Escuta. Essa porta é treino. Treino quer dizer que você merece um refrigerante depois. Duas voltas e meia – isso vale pelo menos meio litro.

Roy-Arild Salvesen
O bolo chega inteiro, Gaivota, ele vai no banco de trás com os vidros fechados. É o noivo que você precisa vigiar. Eu chorei em dois casamentos neste verão antes do carro sequer pegar.
ELETROQUÍMICA [Médio: Sucesso]
Um bolo de casamento no banco de trás pelas rotatórias de Stoa. Três andares. Marzipã. Você já sente o açúcar, e seus olhos já estão molhados.

Anonym
Se eu comer uma salsicha no lompe enquanto giro a porta, conta como dois treinos. Já fiz as contas. A Gaivota não ganha nada.
ELETROQUÍMICA [Desafiador: Falha]
A Gaivota está no telhado. Isso quer dizer que tem comida por perto. Come primeiro. Treina depois. Ou come enquanto treina – aí conta em dobro.

Kenneth Øvrebø
Back in Ohio eu dirigi o Cadillac da família anfitriã até o baile da escola com uma mão só no volante, very smooth. Ela foi embora com um cara do time de football. É a primeira vez que digo isso em voz alta em Arendale, e já me arrependi.
DRAMA [Médio: Falha crítica]
(Bastidores. As luzes baixam.) Meu senhor – este é o seu momento. Conte a eles sobre Ohio. Sobre 1997. Sobre o Cadillac. Conte tudo, a plateia espera.

Tom-Erik Haugen
A porta com volante: coreografia forte, mas sem ventilador, sem pirotecnia, e quem precisa de recorde pessoal comprando cadarço. O Ståle abriu de primeira e disse «tá». Seven points, Olav. Não doze.
LEI DE JANTE [Desafiador: Sucesso]
Recorde pessoal. Por um cadarço. Quem esse aposentado pensa que é? E quem o Olav pensa que é, distribuindo recordes numa porta?
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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.
