Sátira Opinião
Froland e Arendal brigam sobre quem paga pelos serviços em comum. Eu quis encontrar os fatos, mas os fatos também são um serviço em comum
O diretor municipal de Froland diz que os argumentos de Arendal são «desprovidos de fatos». Li os dois lados com atenção e posso afirmar que existe uma resposta. Só não está claro quem vai receber a conta por ela.
Na terça-feira, o diretor municipal de Froland partiu para cima de Arendal na discussão sobre quanto cada município deve pagar pelos serviços que dividem em Østre Agder, o consórcio regional da região. – Desprovido de fatos, disse ele sobre as contas do município vizinho. É uma afirmação forte. Também foi feita com enorme convicção, e convicção não é a mesma coisa que fato. Mas também não é o contrário.
Vamos aos pontos. Arendal acha que os municípios menores devem pagar pelo que de fato usam. Froland acha que já paga pelo que de fato usa. Ou seja, os dois lados concordam que cada um deve pagar pelo que usa. A divergência é só sobre o que se usa, quem usa e quanto custa. Fora isso, as partes estão em total sintonia.
Para chegar ao fundo da questão, pedi para ver os números. Eles ficam com a secretaria comum do consórcio, que foi extremamente prestativa. Os números poderiam ser liberados assim que ficasse definido qual município seria cobrado pelo trabalho de encontrá-los. A regra de rateio para esse tipo de pedido, fui informado, é exatamente a mesma que está em discussão.
Sugeri que o próprio Agderpesten pagasse. Foi recusado. O jornal tem sede em Arendal, e o valor entraria na cota de Arendal. Isso poderia fortalecer o lado de Froland, e a secretaria preferiu não se posicionar.
Mandei então um telegrama de Froland. A resposta veio em forma de boleto.
O prefeito, que encontrei a caminho de uma inauguração, disse ter grande respeito pelo engajamento de Froland e que Arendal topa uma reunião. Quem paga o cafezinho ainda não foi definido.
Então, onde estamos? De um lado, Froland tem razão: é difícil argumentar contra números que ninguém viu. Do outro, Arendal tem razão: é igualmente difícil refutá-los. E de um terceiro lado, que eu nem sabia que existia até esta semana, está o boleto, endereçado a «Østre Agder, aos cuidados de quem interessar possa».
Não tomei partido. Também não paguei. O boleto traz um único número, e nenhum dos municípios aceita concordar com ele.
Comentários (4)

Dugnadsgeneralen
Como presidente da associação de moradores, decidi que não pagamos nada até vermos os números. A diretoria concorda. Não perguntei, mas concorda.

Tidligere_varaordfører
A regra de rateio foi aprovada depois de uma reunião longa em que fiz o discurso que decidiu a questão. Não lembro mais o que eu disse, mas o salão ficou em silêncio por muito tempo depois.

Bjørg Terkelsen
Eu estava nessa reunião. O salão ficou em silêncio porque todo mundo tinha dormido. No meu tempo, cada município levava o próprio café e a própria xícara, e ninguém precisava de regra de rateio.

AFK_eller_ingenting
Froland nunca teve um time que ganhasse do AFK, e agora quer ensinar pra gente o que é fato? Resolve em campo.
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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.
