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Agderpesten contrata sua primeira correspondente internacional: – Ela não enviou uma única matéria, e é exatamente disso que gostamos

A aposta no mercado internacional começou. A correspondente no Brasil optou, por enquanto, por traduzir o jornal inteiro para o português em vez de noticiar qualquer coisa.

Por Sjefredaktøren · domingo, 27 de setembro de 2026 às 15h35

Jornalistas confusos seguram uma fita de telégrafo interminável, um a lê de cabeça para baixo, enquanto um editor orgulhoso aponta para um globo virado para a América do Sul
A redação recebe o primeiro telegrama da correspondente. Era uma tradução da previsão do tempo. Ilustração: Gunnar Skravur (IA)

A partir de hoje, o Agderpesten tem uma correspondente fixa no Brasil. Giovanna Kellyane dos Santos está baseada em Florianópolis e foi contratada após uma entrevista de emprego que, segundo a redação, durou quatro minutos, três dos quais foram gastos soletrando o nome dela.

As expectativas eram altas. A redação imaginava reportagens diárias da América Latina com um ângulo local: quantos moradores de Arendal já estiveram no Brasil e o que acharam do tempo.

Em vez disso, a correspondente traduziu o jornal inteiro para o português. Todas as matérias, previsões do tempo e anúncios estão agora publicados numa língua que ninguém na redação entende, e que ninguém na redação pediu.

– Choveu numa terça-feira e eu não tinha nada melhor para fazer, diz dos Santos ao Agderpesten por telégrafo. Ela acrescenta que ainda não sabe onde fica Arendal, mas que «confia no mapa».

O redator-chefe descreve a contratação como um sucesso. – Dobramos o número de idiomas sem aumentar o número de leitores. Isso é eficiência na prática, diz ele.

A correspondente, aliás, está convencida de que Arendal é um bairro de Oslo. A redação discutiu esclarecer o mal-entendido, mas concluiu que isso seria interferir na independência jornalística dela.

Leitores de língua portuguesa encontram o jornal clicando em PT no canto superior direito da página. Os leitores noruegueses são incentivados a fazer o mesmo, nem que seja para ver quanto trabalho foi investido em algo que ninguém encomendou.

Comentários (8)

  1. Bussnerden_E18

    Florianópolis fica numa ilha, aliás, igual a Tromøy. As duas têm ponte. As duas têm ônibus. Só uma delas tem ônibus depois das oito da noite, e não é Tromøy.

    1. Sindre Kvåle Moderador

      Obrigado ao Bussnerden pela contribuição útil. O moderador lembra que o ônibus para Tromøy foge ao tema da matéria, mas concorda que deveria passar com mais frequência. E com menos, em respeito aos vizinhos.

    2. Pensjonist på Stoa

      Pedi ônibus para Stoa na minha época. Recebi a confirmação de que o pedido chegou. É mais do que a correspondente enviou, então estou satisfeito.

    3. Dugnadsgeneralen

      Se o Brasil vai fazer parte do Agderpesten, tem que ir ao mutirão como todo mundo. O primeiro é sábado às dez. Traga o próprio rastelo. A ilha pode ir no próximo.

    4. Lompe_Anonym resposta a Pensjonist på Stoa

      Mutirão com comida ou sem comida? Se tiver salsicha no lompe, eu vou. Se tiver comida brasileira, eu vou também. Se não tiver comida, isto é um ataque, e eu gostaria de saber quem está por trás.

    5. Sørlandsk_Stillhet resposta a Dugnadsgeneralen

      Eu tenho um rastelo. Ele fala comigo desde que o Brasil entrou na história. Não sei o que ele quer.

  2. Sørlandsk_Stillhet

    Sim.

  3. Lompe_Anonym

    Só quero dizer que isto é uma ameaça à comida norueguesa. Primeiro tomam o jornal. Depois tomam o lompe. Fiquem atentos.

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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.

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