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Carro elétrico novo em Agder exige em média 542 quilômetros fósseis antes de chegar em casa
Um levantamento recém-publicado pelo departamento de transportes da província mostra que o dia da entrega de um carro elétrico novo exige em média 612 quilômetros ao volante. Só 70 deles são feitos no carro novo.
O levantamento foi apresentado ontem à noite e é categórico: o prazo de entrega dos carros elétricos novos é em média de cinco meses, contra um mês prometido – um atraso de 400 por cento. Isso coloca o setor automotivo em algum lugar entre a ferrovia do Sul e a E18.
Pior é o próprio dia da entrega. Segundo a província, ele quase sempre provoca uma viagem imprevista e longa, muitas vezes com um avião no meio. – Vemos um padrão claro, diz um assessor sênior do departamento de transportes.
Um exemplo típico é um morador de Arendal que ontem ia buscar seu carro novo em Kristiansand. Antes do almoço, pediram que ele levasse um amigo e a família, presos com um voo atrasado em Kjevik, até Drammen, para pegarem o voo em Gardermoen. Conseguiram. A margem é descrita como «por pouco».
Depois de Drammen–Arendal, buscar a esposa e os dois filhos e Arendal–Kristiansand, ele chegou à concessionária às 17h20. O horário combinado era 17h30. A entrega consistiu em um vendedor apontando para um carro que piscava. Enquanto a esposa levava as crianças para comprar cartas colecionáveis, ele recebeu uma apresentação de quatro minutos. O resto «você descobre na estrada».
O relatório mostra ainda que donos de carro novo dizem não a qualquer pedido antes de comer, e sim depois. Quando a mãe do homem ligou durante o hambúrguer pedindo carona até o aeroporto no dia seguinte, a resposta foi «não, obrigado». Onze minutos depois, era sim. A província batizou o fenômeno de virada do ketchup.
Na mesma noite o carro foi apresentado à avó (88), depois que ele resolveu um problema na TV dela escolhendo a fonte certa. O relatório recomenda que quem vai buscar carro novo reserve uma hora e meia para escolher fontes na casa de parentes.
Às 22h40 o disjuntor da garagem caiu, porque o carregador era mais forte que o circuito. Isso acontece em 100 por cento dos casos do levantamento. Segundo apurou o Agderpesten, o circuito estuda pedir transferência.
O levantamento se baseia numa amostra de uma pessoa, entrevistada por uma redação até a uma da manhã. Mesmo assim, a província considera os números sólidos. – Ele é muito representativo, diz o assessor sênior.
Comentários (5)

Randi Aanonsen @Tante_Tyholmen
Eu sei exatamente quem é. O genro daquela da floricultura em Tyholmen. Reconheci o jeito de dar ré. Parabéns pelo carro, querido!

Caspar Wilhelmsen-Lie @Hyttefolk_Frogner
Tivemos exatamente o mesmo problema de disjuntor em Lyngør em julho. Na época ninguém escreveu matéria sobre isso.

Reidar Stoveland @Pensjonist_på_Stoa
Cinco meses não é nada. Meu pedido de obra faz quatro anos no Natal, e nunca teve a chance de ir a Drammen.

Svein Ragnar Kile @Elbil_siden_98
Ou seja, 542 de 612 quilômetros no combustível fóssil, no mesmo dia em que buscou o elétrico? Eu fui de carro elétrico até Drammen em 1998. Levou três dias e uma extensão de 40 metros.

Kjetil Rørvik @Bussnerden_E18
Na verdade havia ônibus expresso Arendal–Drammen nos anos noventa. Foi extinto em 2003, e de qualquer forma não teria trazido ninguém de volta na mesma noite. O homem fez a única coisa certa.
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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.
