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Escola de Holviga abre duas semanas depois do previsto – prefeitura redesenhou as crianças das ilustrações duas semanas mais velhas

Nossa pequena nação apresentou novas imagens da nova escola primária. O prédio é o mesmo da última vez, mas o sol está mais baixo, as bétulas ganharam mais folhas, e uma menina perto do bicicletário perdeu um dente da frente.

Por Ingolf Grimstadius · quarta-feira, 30 de setembro de 2026 às 19h05

Uma mulher numa prancheta apaga um detalhe na boca de uma menina num grande desenho de uma escola com pátio. Um homem careca de colete ergue um relógio de bolso, com um transferidor na prancheta e um calendário debaixo do braço. Outros funcionários ao fundo.
A responsável por deslocamento temporal de ilustrações trabalhando na quarta. O gerente do projeto pediu o sol de volta caso a abertura seja antecipada. Ilustração: Gunnar Skravur (IA)

Na quarta-feira, a prefeitura de Grimstad apresentou novas imagens da escola primária de Holviga. Pelo plano, a escola abre em 12 de maio de 2027, duas semanas depois do anunciado primeiro, e a prefeitura levou isso às últimas consequências: todo mundo que aparece nas ilustrações agora está duas semanas mais velho.

– Não podemos mostrar aos pais um pátio de fim de abril quando a escola abre em meados de maio. Seria enganar as pessoas, e com a luz errada, explica o gerente do projeto, que anexou uma lista própria do que foi alterado.

A lista tem catorze páginas. O sol está onze graus mais alto no céu. O menino no trepa-trepa cresceu quatro milímetros. A professora na entrada trocou a jaqueta de pluma por um corta-vento, e o café dela foi trocado por uma xícara nova, porque o antigo estaria frio.

Quem mais chamou atenção, porém, foi a menina perto do bicicletário. Nas primeiras imagens, ela tinha um dente da frente mole. Nas novas, ele sumiu, e numa das mãos ela agora segura um envelopinho.

– Não colocamos dinheiro no envelope. Isso é uma questão para a votação do orçamento, diz o gerente do projeto.

O trabalho exigiu um cargo próprio. A prefeitura contratou uma responsável por deslocamento temporal de ilustrações, que fica no segundo andar da prefeitura só esperando o próximo adiamento. Ela já desenhou três versões de reserva: uma para junho, uma com neve e uma em que o pátio inteiro tirou folga no Pentecostes.

Essa última pode ser necessária. O dia de abertura é uma quarta-feira, e já na segunda seguinte é ao mesmo tempo 17 de maio, o dia nacional, e segunda-feira de Pentecostes. A escola terá, portanto, três dias de aula antes do primeiro feriado, e a prefeitura avalia desenhar um laço de traje típico em cada aluno, por via das dúvidas.

No estado vizinho de Arendal, o processo tem sido acompanhado de perto. Lá, os desenhos da escola estão iguais desde a década passada, e as crianças neles, pelo que entendemos, em breve vão para o ensino médio.

Nossa pequena nação desenha o futuro como ele realmente vai ser, mesmo quando ele chega um pouco atrasado.

Comentários (4)

  1. Pensjonist på Stoa

    Pedi licença para uma garagem coberta há onze anos. Será que a prefeitura pode me desenhar numa ilustração também, para eu ver como vou estar quando for aprovada.

    1. Grimstad1962

      Concordo totalmente com o Aposentado, pela primeira vez. Na nossa escola, a mesma imagem do pátio ficou pendurada no corredor desde que comecei até me aposentar, e ninguém redesenhou nem um bordo.

    2. Madam Nattestad

      A Madame leu a matéria de lornhão e sente falta de uma coisa nas ilustrações: glamour. A Madame posa de bom grado como a professora na entrada, com boá de plumas no lugar do corta-vento. Duas semanas mais velha não é nada para uma mulher que tem cinquenta e um anos desde a dissolução da união com a Suécia.

    3. Sindre Kvåle Moderador

      O Aposentado aponta algo essencial, a saber, que processos de obra também são feitos de pessoas, e que pessoas, assim como ilustrações, envelhecem, algo que a prefeitura, na minha avaliação, deve e não deve desenhar, dependendo de como se vê a questão, e a gente vê, não é.

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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.

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