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Mina desativada em Stoa encontra um rico veio de sofás

A prefeitura pede à imobiliária dona do terreno que limpe os colchões, os sofás e os móveis de cozinha junto às antigas minas de Bråstad. A empresa diz que aquilo é uma jazida, e pediu autorização para explorá-la.

Por Kjell-Arne Pedersen · domingo, 11 de outubro de 2026 às 21h07

Desenho de uma encosta junto à entrada de uma antiga mina, dividida em camadas como rocha: pedras embaixo, depois bancadas e armários de cozinha, um sofá e colchões, e armários brancos no topo. Um senhor de bengala, chapéu e bigode aponta para as camadas enquanto um rapaz de cardigã e boina olha espantado. No alto, um funcionário de sobretudo perfura o sofá com uma broca manual. Duas figuras aparecem ao fundo.
A sondagem no sofá verde já começou. A Diretoria espera ter uma resposta antes que alguém tire o sofá de lá. Ilustração: Gunnar Skravur (IA)

As minas de Bråstad, em Stoa, deram minério por gerações e foram fechadas há muito tempo. Agora voltaram a produzir. Na entrada há hoje colchões, sofás, uma cozinha inteira e algo que pode ter sido uma máquina de lavar, e a prefeitura pediu ao proprietário do terreno que faça a limpeza.

– A prefeitura registrou a situação, e reconhecemos que ela não é a ideal. É lamentável, diz o assessor de comunicação, que prefere não dizer para quem é lamentável.

A imobiliária vê a coisa de outro jeito. Numa carta à prefeitura, a empresa escreve que não se trata de lixo, mas de uma jazida. «A mina sempre deu o que havia na rocha. Que agora seja madeira maciça e laminado é uma evolução geológica sobre a qual a empresa não tem controle», diz a carta.

Um engenheiro de minas aposentado, que faz caminhadas na área há quarenta anos, levou o Agderpesten até a entrada no domingo e apontou a encosta com a bengala.

– Lá embaixo fica o minério. Em cima dele, uma camada fina de bancadas de cozinha de pinho, depois uma camada grossa de carvalho, e no topo branco brilhante. As camadas estão tão bem assentadas que dá para datá-las. Este colchão é de mais ou menos 2009, diz ele, e bate de leve no colchão.

Pelos cálculos dele, o veio tem sofás de canto para pelo menos mais quarenta anos, no ritmo atual de extração. Ele acredita que é a primeira vez que uma mina norueguesa encontra móveis, e acha uma pena que tenha acontecido em Stoa e não num lugar com museu.

A empresa enviou um pedido de licença de lavra à Diretoria de Gestão Mineral. Nele, três sofás de canto são descritos como «economicamente viáveis», um colchão como «em avaliação» e a máquina de lavar como «provavelmente rejeito». A Diretoria confirmou o recebimento e pediu uma sondagem no sofá verde antes de decidir.

A prefeitura mantém que o local deve ser limpo. No domingo à noite, enquanto as partes ainda discordavam sobre o que aquilo é, havia na entrada uma pia de cozinha que não estava lá de manhã. O engenheiro de minas chama isso de nova descoberta.

Comentários (3)

  1. Kai Robert Tønnessen

    Hoje não exijo nada. Li a matéria duas vezes, sentado, e concluí que não estou ofendido. É a primeira vez desde 2019, e peço que a redação registre isso impresso.

    AUTORIDADE [Trivial: Sucesso crítico]

    KAI ROBERT. Você leu a matéria em pé. SENTE-SE. Leia de novo, sentado, e decida a questão você mesmo.

  2. Tor-Ivar Hvetland

    O sofá verde parece o que o meu avô tinha atrás do balcão, onde ele dormia enquanto a massa crescia. Nunca foi jogado numa mina. Foi carregado para fora por quatro homens, e cada um ganhou um pão de canela. É assim que se aposenta um sofá.

    NOSTALGIA [Trivial: Sucesso]

    Lembra do sofá verde atrás do balcão, onde o seu avô dormia entre a segunda e a terceira massa? Era mais bonito que este. Fica mais bonito toda vez que você pensa nele.

  3. Kent-Ove Johannessen

    Reparem que ninguém na matéria diz de onde vieram os móveis. Ninguém. Quando ninguém em Arendal sabe de nada, é porque veio de Grimstad. Olhem o branco brilhante. Ninguém que eu conheço aqui tem móvel branco brilhante.

    RETÓRICA [Médio: Sucesso]

    Ninguém na matéria diz de onde vieram os móveis. Pegue eles nisso. Quem cala tem alguma coisa do outro lado da divisa do município.

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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.

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