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Governo regional pede que lugares fechados perto de Nelaug reabram, para as placas ficarem certas

Nove de catorze placas na nova estrada regional entre Selåsvatn e Simonstad indicam lugares que já não funcionam. O governo regional analisou o caso e achou o erro: os lugares.

Por T. Hølland · segunda-feira, 12 de outubro de 2026 às 07h17

Desenho de um homem robusto e mais velho, de camisa listrada e calça curta, segurando o chapéu ao lado de um carro antigo, olhando para uma tábua de madeira sozinha no meio da urze. Atrás dele, uma placa em forma de seta, sem texto, aponta para o mato e os pinheiros.
O cruzamento de Selåsvatn na segunda de manhã. A placa está correta há três semanas e não pretende se estressar por causa do terreno. Ilustração: Gunnar Skravur (IA)

O trecho entre Selåsvatn e Simonstad, em Åmli, foi aberto ao trânsito neste outono. Tem catorze placas novas, com letras brancas em fundo azul e marrom. Nove delas indicam um café, um quiosque, um camping, um salão de baile, dois mirantes com a vista tomada pelo mato, uma bomba de gasolina, um ponto de pesca de salmão e uma serraria. Nenhum deles funciona. Nenhuma placa indica a estação de Nelaug, que fica a 1,9 quilômetro do cruzamento.

Na segunda-feira, às 07h12, um trabalhador que vai e volta de Tvedestrand todo dia entrou na placa «Café 300 m». Dirigiu 300 metros, depois mais 40, e parou num terreno de cascalho com uma soleira de porta no meio da urze. Esperou onze minutos antes de dar meia-volta.

– Dizia 300 metros. Eram 300 metros. Disso eu não posso reclamar, diz o motorista.

O governo regional mandou uma resposta por escrito, de duas páginas. A seção de administração viária revisou as catorze placas e concluiu que elas estão corretas de acordo com o plano de sinalização, aprovado numa fase anterior. Os desvios estão, segundo a resposta, «no terreno».

– Uma placa é uma decisão. Um lugar é só um lugar. Quando os dois não batem, não é pela placa que a gente começa, diz um assessor da seção.

Ordem de reabertura até 1º de novembro

Na sexta-feira saíram cartas para nove endereços ao longo da estrada, com ordem de retomar as atividades até 1º de novembro. Quatro dos endereços não têm caixa de correio. Um deles é um lago. A carta para o ponto de pesca foi deixada debaixo de uma pedra na beira do rio e, no domingo à noite, já tinha descido 600 metros correnteza abaixo, na direção certa.

O dono do terreno do antigo camping já cumpriu a ordem. No domingo à tarde, montou uma barraca no gramado e uma placa de papelão escrita «Aberto». A barraca é dele. Ele não dormiu nela.

– Não quero ser eu a fazer do governo regional um mentiroso, diz o proprietário, de pé ao lado da barraca com uma garrafa térmica, esperando hóspedes. Às 06h30 de segunda-feira, ninguém tinha aparecido.

Desenho de um homem de jaqueta de trabalho comprida e calça curta, ao lado de uma pequena barraca de lona num gramado tomado pelo mato, segurando uma garrafa térmica com as duas mãos e olhando preocupado para a estrada vazia. Junto à barraca há uma placa de madeira em branco num poste.
O camping no domingo à tarde. O proprietário reservou três vagas para motor-homes e uma para o governo regional. Ilustração: Gunnar Skravur. O desenho não foi aprovado por ninguém (IA)

A associação do vilarejo ficou com o salão de baile. No sábado à noite houve baile na fundação, com um toca-fitas em cima de um toco e três participantes, todos da diretoria. O baile durou 48 minutos, até as pilhas acabarem. A ata foi enviada ao governo regional como comprovante de funcionamento.

A estação que não existe

Pior está a estação de Nelaug. Como não tem placa, ela aparece no banco de dados do governo regional como «não estabelecida». Os trens param lá mesmo assim, quando circulam. No momento não circulam, por causa da greve dos maquinistas, e o governo regional escreve na resposta que a falta da placa, por isso, «não teve consequências para o trânsito».

– Pego o trem daqui todo santo dia há trinta e um anos. Agora tá escrito numa lista que eu embarquei em lugar nenhum, diz um passageiro de Nelaug, que foi à estação na segunda de manhã por puro costume e ficou 25 minutos sentado no banco sem que viesse trem algum.

Desenho de um homem mais velho de jaqueta de trabalho remendada e mangas arregaçadas, sentado sozinho num banco de uma pequena estação de madeira na floresta, com uma marmita no colo, olhando para os trilhos vazios.
Estação de Nelaug, segunda-feira às 06h50. Segundo o banco de dados, o passageiro fiel está sentado em lugar nenhum. Ilustração: Gunnar Skravur (IA)

Uma placa é uma decisão. Um lugar é só um lugar.

um assessor do governo regional

O governo regional informa que vai arrumar a sinalização do trecho e que o trabalho já começou. Na segunda de manhã, apareceu uma placa nova no cruzamento de Simonstad. É marrom, nova e reta, e indica o depósito de placas do governo regional, a 4,2 quilômetros. O depósito foi fechado em setembro.

Comentários (19)

  1. Kenneth Øvrebø

    Subi até Nelaug hoje cedo para ficar na soleira e pedir um coffee to go. Ninguém anotou o pedido, mas foi um big moment. Deixei uma moeda de vinte coroas de gorjeta na soleira mesmo assim.

    DRAMA [Desafiador: Falha]

    (Um holofote cai sobre um terreno de cascalho vazio.) Meu senhor, um café que não existe é um palco esperando seu ator. Vá até lá. Peça. A plateia aguarda.

  2. Kenneth Øvrebø

    Update: fiz as contas. O café me custou 179,60 coroas com a gasolina. Em dólar não é tão ruim, mas continua não tendo café.

    CAÇADOR DE PREÇOS [Fácil: Sucesso]

    Vinte coroas numa soleira, Kenneth. Mais 76 quilômetros ida e volta a 2,10 coroas o quilômetro. Dá 179,60 coroas por um café que você não tomou.

  3. Geir Rasmussen

    Reparem que foi um de Tvedestrand o primeiro a entrar. O pessoal de Nelaug sabia que o café estava fechado. São sempre os de fora que ocupam o lugar, na estrada e na marina.

    RADAR DE FORASTEIRO [Trivial: Sucesso]

    Placa de Tvedestrand numa estrada regional em Åmli às 07h12, Geir. O que ele fazia lá? Ninguém tem o que fazer na estrada dos outros tão cedo.

    1. Halvor Jortveit

      Geir tem razão sobre os de fora. Mas nenhuma das catorze placas aponta para Grimstad, e o plano de sinalização foi aprovado «numa fase anterior». Eu sei quem estava nas fases daquela época. Eram de Arendal.

      RADAR DE FORASTEIRO [Trivial: Sucesso]

      Esse Geir aponta para os de fora, Halvor. Olhe as próprias placas: catorze, e nenhuma sabe que Grimstad existe. Quem encomendou? De que lado vieram?

  4. Ragnhild Omdal

    EU DANCEI NUM SALÃO DESSES UMA VEZ COM O SEU AVÔ ERIK. TINHA ORQUESTRA INTEIRA E BOLO PARA TODO MUNDO. TRÊS PESSOAS E UM TOCA-FITAS NÃO É BAILE É REUNIÃO DE DIRETORIA. DIGA ISSO PARA A ASSOCIAÇÃO

    NOSTALGIA [Fácil: Sucesso]

    O salão de baile, Ragnhild. O vestido de botõezinhos, a orquestra que chegava na caçamba do caminhão, os bolos na mesa comprida. Antes era melhor, até nas noites em que chovia lá dentro.

    1. Thea Marie Aamodt

      Ragnhild, que fofa. Mas todo mundo está ignorando que a carta seguiu viagem, 600 metros na direção certa. Fui lá ontem e tirei foto dela numa pedra no meio do rio, a luz estava perfeita. É a única coisa em Åmli que achou o caminho.

      PERCEPÇÃO [Trivial: Sucesso]

      Repare, Thea Marie: a carta debaixo da pedra desceu 600 metros rio abaixo, na direção certa. É a única coisa na matéria que seguiu em frente.

  5. Bjarne Hodnemyr

    A placa acertou no metro. Então quem chegou na hora errada foi o pêndulo, não o café que está errado. O governo regional fez a parte dele, a urze que arrume a bagunça.

    LÓGICA [Lendário: Falha]

    Logo: a placa dizia 300 metros. Portanto: eram 300 metros. Consequentemente: o café está em ordem, quem estava fechado era quem chegou.

    1. Tarjei Kvipt

      Ele espera na barraca, garrafa e paciência,
      e Bjarne diz que a placa tem toda a ciência.
      Mas se sobe um turista atrás de um cafezinho,
      o homem fecha tudo e volta pro ninho.

      CALMA SULISTA [Fácil: Falha]

      Vai dar tudo certo, Tarjei. O homem está ao lado da barraca com a garrafa térmica, alguém vai aparecer. Nada é tão grave. (Longa pausa.) A não ser que apareça gente de casa de veraneio.

    2. Tarjei Kvipt

      Lá vem um sujeito do lado de Tvedestrand,
      saindo da estrada onde ninguém tem afã.
      Digo sem rodeio, que assim fui criado:
      a culpa da serraria é do veranista, coitado.

      RADAR DE FORASTEIRO [Trivial: Falha]

      Lá vem um forasteiro, Tarjei. Veio do lado do mar e não fez nada de errado – mas está ali, e isso basta.

      1. Bjarne Hodnemyr

        Tarjei, você também não é de fora quando desce de Fyresdal? Só perguntando, não tenho nada contra o povo do porão. *o pendular, aliás, não o pêndulo.

        RADAR DE FORASTEIRO [Desafiador: Falha]

        O homem dos versos culpa os de fora, Bjarne. E ele vem de onde? Fyresdal. Nem é Agder. Fala. (Você não está acostumado a dizer essas coisas, e dá para notar.)

    3. Sindre Kvåle Moderador

      Obrigado, Bjarne. Você tem razão que a placa acertou no metro. Só quero acrescentar que a carta debaixo da pedra também foi na direção certa, então aqui todos têm razão. Lembrem do bom tom.

      PERCEPÇÃO [Fácil: Sucesso]

      Repare, Sindre: a carta para o ponto de pesca desceu na direção certa. É a única parte na matéria que seguiu a sinalização. (Você não está acostumado a reparar nessas coisas, e dá para notar.)

  6. Turid Solheim

    Nem uma palavra sobre a mesa de bolos no baile. Fiz as contas: três participantes e 48 minutos deviam dar pelo menos quatro tipos, ou seja, doze fatias por pessoa. São 48 fatias de bolo que não foram servidas em Åmli no sábado.

    CAÇADOR DE PREÇOS [Desafiador: Falha]

    Três participantes, Turid, e nem uma palavra sobre a mesa de bolos. Faça as contas: 48 minutos de dança exigem calorias, e caloria custa dinheiro. Alguém economizou aqui.

  7. Kjersti Rørvik

    Para informação: nunca saiu trem de Nelaug às segundas. O horário sempre teve a segunda como dia reserva. O passageiro fiel deve ter pegado o trem aos domingos durante trinta e um anos sem saber.

    ENCICLOPÉDIA [Médio: Falha]

    Na verdade, Kjersti: Nelaug foi por muito tempo um entroncamento, e o horário tinha suas próprias regras – na verdade tinha um dia reserva, a segunda-feira, você sabe disso.

  8. Madam Nattestad

    A Madame subiu ontem à noite e ficou com a soleira até a meia-noite. Ela disse que o café só está dando um tempo, como a própria Madame dá um tempo toda noite entre as quatro e as quatro e meia. A Madame se ofereceu para tocar o café à noite. Ninguém respondeu, e isso deve ser culpa da soleira.

    PAISAGEM INTERIOR [Formidável: Falha]

    A soleira diz: «Segurei uma porta a vida inteira, e agora seguro a urze.» Escute-a, Madame. Ela fala só com você.

    1. Lensmannen

      O abaixo assinado registrou que a soleira do café fechado está do lado esquerdo da estrada, enquanto todo o tráfego, segundo a lei dos veículos a motor, deve manter-se à direita, inclusive soleiras. Solicita-se à Madame que não permaneça junto dela após o anoitecer sem lanterna.

      PERCEPÇÃO [Desafiador: Falha]

      Repare, senhor Delegado: a soleira está do lado esquerdo da estrada. Nem sempre esteve ali. Ela se mudou esta noite.

  9. Kjersti Rørvik

    Se a placa é a decisão e o café é o desvio, o café devia ganhar um número de linha para o desvio poder ser medido. Mandei a proposta ao governo regional: Café 300 m, partida de hora em hora, sem paradas.

    LÓGICA [Desafiador: Falha]

    Logo: a placa é a decisão, e o café é o desvio. Portanto: o desvio precisa ser medido. Consequentemente: o café precisa de número de linha e horário de partida.

    1. Sissel Kile

      Kjersti, número de linha não ajuda ninguém. O café fechou porque não tinha carregador, é pura lógica. Passei de carro elétrico por lá durante anos sem nunca parar, e isso diz tudo.

      LÓGICA [Médio: Falha]

      Logo: o café fica a 300 metros. Portanto: um carro elétrico gasta 0,06 quilowatt-hora no trajeto. Consequentemente: o café fechou porque não tinha carregador.

  10. Arvid Holmesland

    Que bom que a associação dançou, mas a fundação precisa de poda antes da próxima vez. Estarei lá sábado às dez com foice e nível. A urze pode ficar na borda, cortada reta.

    ESPÍRITO DE MUTIRÃO [Trivial: Sucesso]

    A fundação, Arvid. Urze nos cantos, mato na pista de dança. Faça uma lista: três da diretoria, uma foice, um nível, encontro sábado às dez.

  11. Sindre Kvåle Moderador

    O fórum está animado. Lembro que os comentários não são lugar para reabrir cafés. Também não são lugar para fechá-los. O fórum fica aberto enquanto a placa disser que está.

    RETÓRICA [Desafiador: Sucesso]

    Ninguém no fórum respondeu o que importa, Sindre: quem decide o que está aberto? Pega eles nisso. Ganha essa.

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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.

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