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O mastro de madeira mais alto do mundo foi erguido em Grimstad – a bandeira não chega ao topo antes de ter que ser arriada
Nossa pequena nação tomou o recorde mundial do terreno vizinho em Eide. O primeiro hasteamento começou na terça às oito da manhã, e no pôr do sol a bandeira tinha chegado mais ou menos à altura de um mastro normal.
Foi um dia de orgulho para a nossa pequena nação quando o novo mastro recordista foi erguido em Eide na terça de manhã. O mastro foi torneado pela empresa vizinha do outro lado da cerca, que assim teve que ver o próprio recorde mundial ser carregado por cima da divisa e erguido do lado errado.
– Estamos felizes que o recorde continue na vizinhança. Só está um pouquinho para a esquerda demais, diz um representante da empresa vizinha, que segundo quem estava lá ficou parado na cerca olhando para cima desde o almoço.
Depois de erguido o mastro, faltava só a parte solene: hastear a bandeira. O trabalho começou às oito em ponto, como mandam as regras de bandeira, com um encarregado na corda e um aprendiz que devia revezar com ele a cada meia hora.
Ao meio-dia a bandeira passou a cumeeira do galpão. Às três foi servido café ao pé da corda. Às seis o aprendiz avisou que a bandeira já era visível de Fevik, para quem soubesse onde olhar.
As regras de bandeira, no entanto, são claras: a bandeira desce no pôr do sol. O encarregado percebeu isso pouco depois das sete, com a bandeira bem abaixo da metade, e desde então teve que arriar tudo o que tinha hasteado. A bandeira voltou ao chão pouco antes da meia-noite e ainda não esteve no topo.
– É uma bandeira em movimento, e isso diz tudo sobre como a gente vive aqui, diz o encarregado, que já levou a bandeira para cima e para baixo durante catorze horas sem que ninguém a visse tremular direito.
A empresa já fez um plano para o Dia da Constituição. Para que a bandeira esteja no topo quando o desfile das crianças passar, o hasteamento começa na segunda semana de abril. O aprendiz ganhou folga até junho para descansar os braços.
No país vizinho, Arendal, o mastro da prefeitura mede onze metros. Por respeito, ainda não comentamos isso do nosso lado.
Comentários (2)

Hekksaksen
Isso se resolve com revezamento, não com um encarregado só. Um homem a cada dez metros, a corda passa de mão em mão, e eu levo o nível de bolha pra bandeira subir reta. Encontro na cerca às oito.

Student_UiA
Isso é um exemplo de manual do que eu chamo, na minha dissertação, de dinâmica vertical centro–periferia. A bandeira é a periferia, o topo é o centro, e a corda é o Estado. Já escrevi sobre isso antes (Student_UiA, 2025), e ninguém me contestou.
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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.
