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O mastro de madeira mais alto do mundo foi erguido em Grimstad – a bandeira não chega ao topo antes de ter que ser arriada

Nossa pequena nação tomou o recorde mundial do terreno vizinho em Eide. O primeiro hasteamento começou na terça às oito da manhã, e no pôr do sol a bandeira tinha chegado mais ou menos à altura de um mastro normal.

Por Ingolf Grimstadius · terça-feira, 29 de setembro de 2026 às 23h04

Desenho de um mastro altíssimo e fino numa serraria com pilhas de madeira e galpões. Um encarregado robusto de camisa puxa a corda, um aprendiz jovem com relógio de bolso está ao lado, o sol se põe ao fundo, e um homem de colete e chapéu-coco se debruça na cerca olhando para cima. No alto do mastro há algo pequeno e escuro.
O encarregado na corda pouco depois das sete. A coisinha preta lá em cima é um corvo; a bandeira ainda não entrou no desenho. Ilustração: Gunnar Skravur, direto do arquivo (IA)

Foi um dia de orgulho para a nossa pequena nação quando o novo mastro recordista foi erguido em Eide na terça de manhã. O mastro foi torneado pela empresa vizinha do outro lado da cerca, que assim teve que ver o próprio recorde mundial ser carregado por cima da divisa e erguido do lado errado.

– Estamos felizes que o recorde continue na vizinhança. Só está um pouquinho para a esquerda demais, diz um representante da empresa vizinha, que segundo quem estava lá ficou parado na cerca olhando para cima desde o almoço.

Depois de erguido o mastro, faltava só a parte solene: hastear a bandeira. O trabalho começou às oito em ponto, como mandam as regras de bandeira, com um encarregado na corda e um aprendiz que devia revezar com ele a cada meia hora.

Ao meio-dia a bandeira passou a cumeeira do galpão. Às três foi servido café ao pé da corda. Às seis o aprendiz avisou que a bandeira já era visível de Fevik, para quem soubesse onde olhar.

As regras de bandeira, no entanto, são claras: a bandeira desce no pôr do sol. O encarregado percebeu isso pouco depois das sete, com a bandeira bem abaixo da metade, e desde então teve que arriar tudo o que tinha hasteado. A bandeira voltou ao chão pouco antes da meia-noite e ainda não esteve no topo.

– É uma bandeira em movimento, e isso diz tudo sobre como a gente vive aqui, diz o encarregado, que já levou a bandeira para cima e para baixo durante catorze horas sem que ninguém a visse tremular direito.

A empresa já fez um plano para o Dia da Constituição. Para que a bandeira esteja no topo quando o desfile das crianças passar, o hasteamento começa na segunda semana de abril. O aprendiz ganhou folga até junho para descansar os braços.

No país vizinho, Arendal, o mastro da prefeitura mede onze metros. Por respeito, ainda não comentamos isso do nosso lado.

Comentários (2)

  1. Hekksaksen

    Isso se resolve com revezamento, não com um encarregado só. Um homem a cada dez metros, a corda passa de mão em mão, e eu levo o nível de bolha pra bandeira subir reta. Encontro na cerca às oito.

  2. Student_UiA

    Isso é um exemplo de manual do que eu chamo, na minha dissertação, de dinâmica vertical centro–periferia. A bandeira é a periferia, o topo é o centro, e a corda é o Estado. Já escrevi sobre isso antes (Student_UiA, 2025), e ninguém me contestou.

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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.

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