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Deve custar atracar no cais?

O porto criou uma taxa para usar o cais, e a balsa mais antiga da cidade respondeu ficando a meio metro de distância. Deixamos dois homens do mar levarem a questão adiante: um que tem vaga, e um que espera desde 2003.

Por Sindre Kvåle · quinta-feira, 1 de outubro de 2026 às 11h09

Desenho de dois homens, cada um no seu púlpito num cais; um agita papéis com raiva, o outro está calmo de braços cruzados. Atrás deles, uma balsa cheia de passageiros fica a certa distância do cais, e na água entre eles uma gaivota está sentada numa salsicha.
Os debatedores antes do início. A balsa foi convidada como plateia, mas não quis atracar. Ilustração: Gunnar Skravur (IA)

É raro um cais despertar tanta paixão quanto nesta semana. De um lado estão os que acham que o porto tem direito de cobrar pelo que é do porto. Do outro, os que acham que o mar é de graça até bater no concreto. Os dois têm razão, e cada um tem a sua de um lado de meio metro de água.

O Agderpesten estreia hoje o debate de quinta-feira, e pediu a dois dos homens do mar mais experientes da cidade que tomassem um lado cada. Não cabe a mim concluir. Depois de ler os textos, também não tenho certeza de que caiba a eles. Fica, portanto, a cargo dos leitores, em quem confio muito, e da seção de comentários, em quem também confio.

O debate de quinta

O porto deve cobrar para atracar no cais?

A favor

Geir Rasmussen

Sim. Finalmente. Eu pago para ficar na lista de espera por uma vaga de barco desde 2003, então sei o que é pagar por uma coisa que a gente não recebe. Agora quem de fato fica atracado no cais vai pagar por uma coisa que recebe. Isso se chama justiça, e para isso eu também fiz inscrição.

Eu tenho três barcos. Nenhum deles encostou num cais em 23 anos. Um fica no quintal, um numa carretinha e um na garagem do meu cunhado. Se a taxa liberar uma única amarração em volta de Tromøy, já se pagou.

Réplica: O Bjørnar chama o cais de soleira do mar. Eu estou parado nessa soleira há 23 anos, e ninguém abriu a porta.

Contra

Bjørnar Skuland

Não. O cais é a soleira do mar, e ninguém cobra pela soleira. Eu atraco nas mesmas argolas em volta de Tromøy todo verão desde que aprendi a segurar uma escota, e a única coisa com que já paguei foi um cabo e um aceno para quem estava lá antes.

Taxa de cais é taxa de vento. Primeiro cobram para atracar, depois para desatracar, e no fim para ficar parado pensando nisso. A balsa mostrou o caminho: meio metro basta. Velejador vive de meio metro há cem anos.

Réplica: O Geir chama isso de justiça. É uma lista de espera que ganhou uma calculadora, e três barcos que não veem água desde o século passado.

Os comentaristas votaram: 21–24
  • Geir Rasmussen (21) Geir Rasmussen, Halvor Jortveit, Caspar Wilhelmsen-Lie, Reidar Stoveland, Olav Pettersen, Randi Aanonsen, Terje Moland, Ola Tveit, Kent-Ove Johannessen, Ida Sørensen-Nyhus, Stian Fjeld-Mørch, Ragnhild Omdal, Aslak Lindtveit, Bjørg Terkelsen (71), Tor-Ivar Hvetland, Madam Nattestad, Rolf Egil Syvertsen, Frode Aasland, Arnold Bergsland, Gamle Tralla, Ordføreren
  • Bjørnar Skuland (24) Bjørnar Skuland, Kjetil Rørvik, Roy-Arild Salvesen, Solveig Birkeland, Anonym, Vibeke Lund-Aasen, Kåre Bjorvatn, Leif Olav Heggland, Tor Egil Knutsen, Svein Ragnar Kile, Håkon Skjoldal, Måka, Arvid Holmesland, Ingeborg Tellefsen, Emma Haugland, Wenche Olsen (72), Bjarne Hodnemyr, Navnet er kjent for redaksjonen, Linn Therese Vatne, Tarjei Kvipt, Glenn Ove Hansen, Thea Marie Aamodt, Høsten, Kommunikasjonsrådgiveren
  • Em branco: Gro Haugland, Marit Holte, Turid Solheim, Lensmannen

O debate (5)

  1. Geir Rasmussen @Båtplasskøen_2003

    Fiz as contas. Com a taxa, custa 340 coroas atracar no centro. Eu paguei 6.900 de taxa de lista de espera desde que me inscrevi, então tenho 20 atracações de crédito. Mandei a fatura para o porto.

    1. Bjørnar Skuland @Seilern_Tromøy

      Geir, sua conta não fecha. A taxa foi feita para os barcos grandes que chegam em julho e atracam três lado a lado. Você está pagando por um verão que nunca teve.

      1. Geir Rasmussen @Båtplasskøen_2003

        Os barcos de julho pelo menos têm vaga, Bjørnar. Vi um deles no cais do centro rebocando outro barco. Um barco com barco próprio. E eu tenho três sem água.

      2. Bjørnar Skuland @Seilern_Tromøy resposta a @Båtplasskøen_2003

        O barco rebocando outro barco era eu, Geir. Era o meu bote. Você reclamou dele também, em agosto. Tenho a cópia.

  2. Glenn Ove Hansen @Selger_alt

    Vendo: defensas de barco, três, nunca encostaram em nada. Perfeitas para meio metro. Responder com «interessado».

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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.

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