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Centro de jardinagem ganha licença para vender bebidas e não pode mais vender cadeiras de jardim

Um centro de jardinagem recebeu autorização para servir cerveja e vinho. A licença vale para 212 lugares sentados, e todos os 212 são móveis de jardim com etiqueta de preço.

Por Kjell-Arne Pedersen · segunda-feira, 12 de outubro de 2026 às 19h05

Desenho: Um fiscal de sobretudo comprido e quepe aponta para cadeiras de jardim com etiquetas de preço e anota a contagem numa prancheta. À esquerda, um senhor idoso está sentado rigidamente numa cadeira de jardim com um copo de cerveja. Um jovem funcionário de avental observa preocupado do caixa, e alguns clientes aparecem entre os vasos ao fundo.
Contagem de teste da fiscalização na segunda. O cliente à esquerda comprou a cadeira e por isso foi contado duas vezes. Ilustração: Gunnar Skravur (IA)

A licença foi concedida na segunda-feira. A prefeitura exige que um estabelecimento tenha lugares fixos para sentar, e o centro de jardinagem declarou os que tinha: onze conjuntos de jardim, quatro redes, dois balanços de varanda e uma espreguiçadeira de teca que está no canto do caixa desde maio.

Na mesma semana começou a liquidação de outono. Todos os móveis de jardim estão com 40 por cento de desconto, e cada cadeira vendida é um lugar a menos na licença. Se o número cair abaixo de 180, a venda de bebidas tem que parar.

– Recebemos muitos retornos positivos. E muita gente querendo comprar o balanço, diz uma funcionária do caixa, que na segunda à tarde teve que dizer não a um casal de Saltrød que já tinha medido o espaço para o balanço na varanda.

A cadeira no reboque

A fiscalização de bebidas da prefeitura avisou que vai passar toda sexta-feira para contar. Na contagem de teste, na segunda, faltavam duas cadeiras. Foram encontradas num reboque no estacionamento, com um bilhete: «Vendida – retirada na quinta».

– Uma cadeira é um lugar sentado até ser retirada, disse o fiscal, e sentou numa delas para ter certeza.

O centro de jardinagem pendurou placas em todos os móveis: «Esta cadeira faz parte da nossa licença de bebidas. Pergunte no caixa sobre reservá-la até março.»

Madame Nattestad, que tem um bar no cais com as mesmas doze cadeiras há mais de cem anos, não está surpresa. – A Madame nunca vendeu uma cadeira. Quem vende as próprias cadeiras fica em pé quando o bar fecha, e isso não é jeito de terminar uma noite.

O primeiro chope foi servido na segunda à noite, num conjunto de jardim de 14.990 coroas. O cliente gostou tanto do conjunto que quis comprá-lo. Conseguiu, com a condição de continuar sentado nele até a licença vencer, em março.

Comentários (3)

  1. Tonje Lindvik

    Fiz as contas: uma espreguiçadeira no sol de outubro dá +6 dias (vitamina D, descanso horizontal). Um chope dá −9. Reservei a espreguiçadeira até março e levo meu próprio shot de gengibre. Saldo −3, mas ainda é o melhor negócio de Agder.

    ELETROQUÍMICA [Trivial: Sucesso]

    A espreguiçadeira de teca, Tonje. Ela espera desde maio. Ela espera por você. Um chope nela, no sol de outubro, só um – nenhuma planilha vai ver.

  2. Reidar Stoveland

    Espero um balanço de varanda há quatro anos. Agora espero até março. É a primeira vez que sei quanto tempo.

    CALMA SULISTA [Fácil: Sucesso]

    Sem pressa, Reidar. Março chega. Chegou todo ano da sua vida. A cadeira vai estar lá quando chegar.

  3. Kommunikasjonsrådgiveren

    A prefeitura confirma que a fiscalização conta na sexta. A prefeitura não pode confirmar que todas as cadeiras estão lá. A prefeitura pede a todos que compraram uma cadeira de jardim na última semana que fiquem sentados até que isso seja esclarecido.

    MEIA-LUZ [Formidável: Falha]

    Sexta. Eles contam. Alguém vendeu uma cadeira. Quem? Liga pra alguém. Agora.

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Tradução: Giovanna Kellyane dos Santos, nossa correspondente no Brasil, que não tinha nada melhor para fazer.

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